Os perigos do Rendimento Básico Incondicional


Com o receio de uma crise pós Covid19 cada vez mais se fala do Rendimento Básico Incondicional que consiste em atribuir uma prestação permanente em dinheiro e para toda a população.
Num país como Portugal onde a balança comercial é desequilibrada, o endividamento elevado e a emissão de moeda não é controlada pelo país é um experimentalismo arriscado.

A medida pode parecer um sonho, ter dinheiro suficiente para as necessidades básicas e podermos trabalhar apenas para melhorar a nossa condição.
Contudo há que ter em conta que esta medida carece de recursos que o Estado terá de obter por força de empréstimos, o que irá agravar os impostos pois terá de pagar os juros desta nova dívida, por outro lado a disponibilização de mais moeda no mercado sem correspondente aumento da capacidade produtiva vai aumentar a taxa de inflação, com agravante que grande parte dos recursos consumidos são importados resultando num aumento do endividamento ao exterior. Importa ainda considerar o lado emocional, será mais caro contratar para funções menos atractivas, contribuindo para um encarecimento dos serviços e reduzindo a produtividade, assim como haverá um menor estímulo à poupança, pois se os bens e serviços são cada vez mais caros poupar significa perder dinheiro.
Concluindo o problema é que este dinheiro é artificial e tem custos, não resulta de um acto de criação real, aumento da produtividade ou de emissão de nova moeda, mas de obter empréstimos para consumo e que teremos de pagar, independentemente de ser o Estado a contrair os empréstimos.


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